27 de agosto de 2011

Você já teve um grande amor selvagem?

Olá lindinhos!! Hoje temos uma Linda história!


Uma das melhores da autora Anne Mather com toda a certeza. É uma dramática história de amor, vingança e paixão!Hum amigo  meu achou que eu não ia conseguir terminar  de ler esse livro
nunca.
Fiquei aqui pensando, Será que toda Paixão é Selvagem??

Que sempre leva para um destino cruel. Que força é essa que faz a pessoa escolher entre a realização de seus desejos ou a renúncia de um homem que poderia amar. Até que ponto a Paixão é Selvagem? Mesmo ela sabendo que ele havia despertado a paixão em seu corpo de adolescente destruindo-lhe todas as reservas e subjugá-la definitivamente. Como não quere se entregar por inteiro ao homem sedutor e, provocante, imoral.

Aqui está o trecho do livro:

O Acidente

O carro estava frio, mas o motor pegou sem problemas. O trânsito se tornara bem menos agitado, pois àquela hora eram poucos os pedestres que corriam o risco de ser atropelados e a escuridão densa obrigava os motoristas a dirigirem com mais cuidado.

O bar não ficava longe do Gloucester Court Hotel. Em questão de minutos, Jake estacionava novamente o carro e dava a volta para ajudar Lani a sair.

— Está arrependida? — Jake perguntou num sussurro, sentindo sua mão trêmula.

— Não, vamos logo. — Lani cruzou os braços sobre o peito, arrepiada de frio, enquanto esperava Jake fechar o carro. Entraram abraçados no hotel.

— Boa noite, sr. Pendragon! — disse o rapaz da recepção.

— Que noite horrível, hein? — Jake comentou, aparentemente nem um pouco embaraçado com o olhar curioso do funcionário.

Lani, por sua vez, sentia calafrios na boca do estômago, imaginando o que passava pela cabeça do rapaz. Talvez achasse que se tratava de uma acompanhante de luxo, vendo-a entrar no elevador com Jake.

— Pare de se preocupar tanto. — Jake a abraçou acariciando seus lábios úmidos com o polegar. — As pessoas entram e saem daqui o tempo todo. Sua reputação continuará intacta, pode acreditar.

Lani se apoiou nele, adorando o contato com aquele corpo viril.

— Você me ama?

— O que você acha? — Jake respondeu sem hesitar,

com um beijo.

Só mais tarde Lani se conscientizaria de que sua pergunta não tivera resposta. A suíte de Jake ficava no oitavo andar e ela saiu do elevador com a fisionomia mais reveladora do que imaginava.

— Não devia ficar com essa cara — comentou Jake, enquanto tirava as chaves do bolso. — Pelo menos não antes de fazermos amor.

— Não foi o que fizemos a tarde toda? Jake tomou os lábios de Lani outra vez.

— Não fizemos amor. Se tivéssemos feito, não teria tanta dificuldade em abrir esta maldita porta!

Quando finalmente conseguiu abrir a porta, encontraram o quarto parcialmente iluminado. O carpete em tom creme, com cortinas combinando, os sofás estofados em tecido aveludado lilás e um piano imponente junto à janela formavam o ambiente gracioso da sala. Entretanto, o deslumbramento de Lani foi substituído pelo choque ao ver um par de sandálias de salto alto jogadas com displicência no meio da sala. — Que diabo. . .

A perplexidade de Jake refletia a de Lani. Ninguém precisava lhes dizer a quem pertenciam aquelas sandálias, nem quem fazia barulho no compartimento anexo, que parecia ser o banheiro. Lani sabia que sua mãe estava lá. Só podia ser. 0 sangue pareceu congelar-lhe nas veias diante de tanta humilhação.

Mesmo assim, não estava preparada para o que aconteceu a seguir. Clare apareceu na porta vestindo nada mais que uma camisola de seda, com uma fenda que revelava suas pernas.

— Querido. . . Querido, que consideração a sua trazer Lani para me ver!

Antes que Lani pudesse responder ou até mesmo compreender aquela situação, Jake interveio, num tom

ríspido:

— O que está fazendo aqui, Clare? Que brincadeira de mau gosto está tramando agora? Não tem nada a fazer aqui, sabe disso. Não é bem-vinda aqui. Agora vai se vestir ou prefere ser expulsa daqui assim mesmo?

— Que cena maravilhosa seria, não? — gritou Clare com voz estridente. Lani, que já presenciara várias cenas parecidas com o pai, não suportaria outra.

— Se. . . se me derem licença... — começou a dizer, quando Jake a segurou pelo braço e mais uma vez teve de ser testemunha de uma coisa que considerava

ultrajante.

— Você não vai a lugar nenhum, Lani. Pelo amor de Deus, não tire conclusões precipitadas. Não é nada do que você está pensando.

— Não é? Não é? — Clare estava histérica. — Como acha que ela se sente ao ver a mãe sendo tratada desse jeito? Pensa que ela não tem vergonha? Não tem sentimentos? Ouça bem o que ele está dizendo, Lani, ouça! Q que acha de seu futuro padrasto agora?

— Não sou futuro padrasto de ninguém — Jake protestou com veemência. — Pelo amor de Deus, Clare, recomponha-se. Não sei o que pensa estar fazendo ou por que está aqui, mas...

— Pensei que era óbvio! — Clare tremia visivelmente.

— Vim para ver você, Jake. Para ficarmos juntos! Será possível que já esqueceu o que significamos um para o

outro?

— Clare...

— Mamãe, por favor. . .

Os dois falaram ao mesmo tempo, a raiva de Jake mis-turando-se à súplica de Lani. Mas foi para a filha que Clare se virou, com suspeita no olhar.

— Onde estiveram? O que andaram fazendo? Ora, não se dê ao trabalho de mentir para mim. Não é difícil adivinhar o que está acontecendo. Você é uma pequena víbora, Lani! Por acaso fez isso de propósito? Sei que sempre teve ciúmes de mim.

— Não é verdade! — Lani foi categórica e Jake soltou o braço dela para aproximar-se da outra.

— Pare com isso, Clare! Sabe tão bem quanto eu que não existe nada entre nós!

— Não? O que você quer dizer é que não existe exclusividade entre nós, não é? Se um dos dois sentir vontade de... variar a companhia, é só sair por aí e procurar outra pessoa, não é assim?

— Clare, por favor, vá embora. Vista-se enquanto mando chamar um táxi para você.

— Puxa, quanta gentileza! E vai me levar para casa também?

— Não. — A resposta de Jake não dava margem a dúvidas, mas, em um movimento rápido, Clare se pendurou ao pescoço dele com sensualidade calculada.

— Não?

Lani se virou para não ver aquela provocação patente.

— Vá se vestir, Clare — Jake falou com os dentes cerrados. Lani, de costas, não viu o que aconteceu, mas Clare provavelmente enfiou a mão no bolso dele, tirando as chaves do Porsche.

— Então, vou dirigindo até minha casa — anunciou Clare com ar de triunfo. — Quem sabe se não encontro alguém mais do meu gosto? — E, antes que ele pudesse impedir, ela saiu sem vacilar.

— Clare!

Lani tentou segurar a mãe, mas ela foi mais rápida e escapou, deixando a filha e Jake olhando perplexos um para o outro.

— Você tem de ir atrás dela — Lani pediu, desesperada. — Ela não pode sair daquele jeito na rua. Vai congelar de frio.

— E acha que ela não sabe disso? — Jake respondeu com agressividade, mas saiu pelo corredor balançando resignadamente a cabeça.

Lani foi atrás, embora não quisesse. Tinha a leve suspeita de que Clare não iria até o fim com aquela loucura. Era apenas mais um de seus habituais melodramas, um dos papéis que mais gostava de representar na vida real, numa tática para chamar a atenção de Jake e destruir tudo o que pudesse existir entre ele e Lani. Mas o que ela estaria fazendo no hotel? Segundo Jake, Clare não tinha nada que fazer ali. Um deles estava mentindo. . . Quem?

Quando Lani chegou ao elevador, as portas se fechavam e teve de correr para entrar. Clare já tinha descido. As feições de Jake não eram nada animadoras enquanto desciam e mal dava para acreditar que instantes antes tinham subido tão felizes por aquele mesmo elevador.

— Agora é uma questão de em quem acreditar, não é? — Jake não tentou tocar nela e Lani estremeceu quando as portas se abriram.

Não havia sinal de Clare na portaria do hotel e Lani imaginou como a mãe poderia ter passado por ali sem ser reconhecida. Mas talvez tivesse sido. A camisola que vestia poderia ser facilmente confundida com um vestido de gala extravagante. Afinal, estrelas de ópera eram famosas pela excentricidade. E quem se atreveria a parar Clare Austin a todo vapor?

Lani apressou o passo para alcançar Jake. A névoa era tão densa que mal dava para distinguir os carros estacionados do outro lado da rua. Mas a camisola de Clare era bem visível e Lani desanimou ao vê-la entrar no Porsche. — Ela é louca!

Jake correu para o meio da rua. Clare já dava a partida. Lani colocou as mãos no rosto, horrorizada, ao ver a mãe engatar a marcha, mas seu grito de alerta veio tarde demais. Jake parecia não acreditar que ela tivesse coragem de atropelá-lo, mas estava enganado. Assim que percebeu a intenção da mãe, Lani correu para o lado de Jake, num impulso desesperado de protegê-lo. Então só se ouviu o rumor surdo do impacto do carro contra seus corpos.
Uma linda tarde!!!

25 de agosto de 2011

Uma tremenda confusão na mente da nossa heroína

Hoje estava deitada no tapete, olhando para as estrelas pintadas do céu e fazendo de tudo para não pensar nos problemas. Mais parece que ele realmente não que me deixa em paz tá grudada feito poeira em minha barriga de tão imóvel, até parece mesmo uma estátua.

Minha heroína realmente tem dois problemas pela frente, ela se sente atraída por dois homens muito diferentes. De um lado o impetuoso, erudito e bonito pirata, e do outro o camponês, sem instrução, forte e confiável guarda-costas. Claro, que não vou dizer com qual dos dois ela se identifica mais.

Após cinco anos de pura farra nas madrugadas musicais, nossa heroína será obrigada a lidar com um primo vilão, machista e mandão que chega ao seu castelo em busca de poder. Para piorar a situação seu irmão mais velho, apaixona-se por uma estranha criatura da noite...  Levando toda a família ao desespero.

Nossa heroína não faz a mínima idéia, mas ela ainda vai acabar se metendo em grandes apuros por ficar guardando segredos de irmão.

Quando será que ela vai decide que é à hora de fugir de casa para encontrar seu misterioso amor?. Será que aqui tem algum casal de amantes que aprecia ser observador permanente? Ainda a algum lugar nessa terra onde as coisas são reais e que o mágico ainda possa se cruzar. Não vejo nada de errado pessoas se amarem entre dois mundos diferentes. São indivíduo raro que pode levar magia aos corações humanos. E com a graça da net pode viajar entre mundo diferente.

Você que tá ai porque não entrar no jogo implacável da fantasia?

Tem momento da nossa vida que parecem que todos querem alguma coisa da nossa heroína. (irmãos, família, até mesmo os amigos virtuais).mais será que pode fantásticos nossa heroína tem que fascina tanta gente? Será que suas novas paixões vão ter uma chance. Lembre-se que são dois mundo totalmente diferente. Um pirata, e o outro camponês, sem instrução. Como encaixa alguém assim na vida da nossa heroína ou será no qual dos dois ela poderá confiar para vive uma linda historia de amor ( pirada ou o camponês) de o seu lance. Ou simplesmente ela deve voltar a ser uma mulher comum, normal e cheia de rotina?.

Aqui pra nós o tom é bem amargo para nossa heroína.

Mesmo ela não sabendo ainda a resposta, creio-me que ela merece da uns largos passos sob um grande jardim e ganhar seu próprio fôlego para decidir seu futuro

Como conheço um pouco da nossa heroína ela não vai fica com as mãos no joelho aceitando decisões de seu primo metido a gostosão. Até porque ainda faltar-lhe convicção a parte essencial do seu ser, sua mente não ia aceitar isso na boa sem uma deliciosa resposta.

Sua mente não ia permitir um grau de crueldade com a pessoa que o ama, aquela chantagem do seu primo gostosão não podia ser verdade, ela estava longe de tudo o que espera de uma pessoa assim, um monte de irregularidade num caminho futuro, que deveria estender-se de uma forma exata.

Ele era o seu amigo mais querido, o companheiro sempre presente e forte, o seu complemento. Amparara-a quando o caminho se desmoronara a seus pés.como alguém pode mudar de uma hora para outra?

Será que nossa heroína ainda pode acreditar que a felicidade vai ao seu encontro? Mesmo debaixo de muito vendaval.. Uma paixão inebriante com um dos seus pretendentes possa apaga todo o resto.

Hoje sua música fizera-a chorar. E em seus braços ela queria afastar as trevas.

Os seus olhos disseram-lhe... Os olhos disseram-lhe que ela o amava com uma paixão profunda e inabalável Era à força dos seus próprios sentimentos que lhe parecia nova e chocante. Sentia cada respiração e desejo que via de você e assim tomando conta de cada pedaço do seu corpo. Mais o destino e tão louco que não apareceu só um homem e sim dois logo de uma vez para ela o amar, mais como o jogo e tão cruel ainda mais a três, um deles destinava-se a ficar sozinho.

Não sei se você está falando do meu futuro, mas está ficando cada vez mais improvável que eu encontre um amor verdadeiro. E isso da sua parte é muito triste Isso não é uma coisa boa, é um desastre. E não estamos falando de desastres. E  você bem sabe disso...

- Não quero falar de nada que seja ruim hoje. - eu disse. (nada ruim)

- Que tal hoje  vamos conversar sobre algo que gostamos. Que começa?

A idéia foi sua. Você começa.

Hum, sei, sei,sei!!

O amor verdadeiro é a melhor coisa do mundo. É o que faz todos os problemas desaparecerem.

Bom dia!!! alegria....

23 de agosto de 2011

Vamos viajar no tempo do romance.

Bom dia meus amores, hoje vamos viajar no tempo do romance, pois bem sua amiga aqui se encontra em casa desfrutando de uma deliciosa chuva. Hoje resolver posta Dois trechos do livro: a knight in shining armor: esse romance fala muito comigo, Pense em alguém que sempre tentou ser a melhor, mas de alguma maneira ela sempre acaba vítima de piadas. Mesmo partindo de férias e achando a viagem uma verdadeira decepção, sentindo se abandonada por seu amante a única solução que ela encontrou foi chora em uma velha igreja, pensando e agora preciso de um cavalheiro de armadura brilhante para salvar-me esse e o meu desejo encontrar um grande amor..


Só que ela nunca imaginou que um amor mais poderoso do que o seu tempo o aguardava-a um cavalheiro do século XVI, apareceu. Desenhado a ela por um vínculo de forma súbita e atraente que desafiou a razão.

Ela sabia que o cavalheiro foi nada menos que um milagre: um homem que não desejava mudá-la em nada, que encontrou a perfeição ao seu lado. Mas ela não podia saber como eram fortes as correntes que lhes amarraram ao passado ou a grande aventura que estabeleceram antes deles.

Esse romance é um conto inesquecível de um caso de amor mais milagroso - de uma paixão, inteligência, e verdadeiro amor entre uma mulher completamente moderna e de um homem que viveu quatrocentos anos antes dela!

Espero que gostem...

O Encontro...

Sentia-se uma fracassada, total e absolutamente fracassada. Parecia que tudo o que tocava em sua vida fracassava. Seu pai a tinha tirado de diversos apuros. O ‘moço’ pelo qual se apaixonou quando tinha 16 anos tinha vinte e cinco e estava fichado pela polícia. Romperam quando o detiveram por um grande roubo. O pastor pelo qual se apaixonou aos 20 utilizava os fundos da igreja para jogar dados em Las Vegas. A lista dava a impressão de ser interminável. Robert parecia tão diferente, tão respeitável, mas não tinha sido capaz de conservá-lo.

— O que acontece comigo? —Gritou.

Através de suas lágrimas olhou a cara do homem da tumba. Na idade média os casais se arrumavam. Quando tinha vinte e dois anos e tinha encontrado o seu último amor, um corretor de bolsa, este foi detido por utilizar informação reservada em seus negócios; então correu ao colo de seu pai e lhe pediu que lhe escolhesse um homem.Adam Montgomery riu.

— Teu problema, querida, é que amas homens que te precisam muito. Deves encontrar um homem que não te precise, um que só te deseje.

Ela se queixou:

— Certamente, um cavalheiro de armadura brilhante que desça de seu cavalo branco e me deseje tanto que me leve a seu castelo e vivamos felizes para sempre.

— Algo parecido. Dougless, a armadura está bem, mas se leva jaqueta de couro negra e em cima de uma moto, ou se recebe misteriosos telefonemas telefônicos pela noite, se afasta, de acordo?

Chorava com mais força, quando recordava os tempos em que teve que recorrer a sua família para que a ajudasse. Agora deveria pedir-lhe ajuda mais uma vez, uma vez mais teria que admitir que tinha se comportado como uma tonta com um homem inapropriado.

— Ajude-me —murmurou, pondo a mão sobre a mão de mármore da escultura —Ajude-me a encontrar meu cavalheiro de armadura brilhante. Ajude-me a encontrar um homem que me deseje.Sentou-se sobre os calcanhares, com as mãos no rosto, e começou a chorar mais forte.Depois de um bom momento, deu-se conta de que alguém se encontrava próximo dela. Girou a cabeça e o metal brilhante a cegou de tal maneira que caiu sentada sobre o solo de pedra. Levantou a mão para proteger os olhos.

Um homem se encontrava de pé frente a ela. Um homem que parecia levar uma... armadura. Permaneceu quieto, olhando-a com ira. Ela o observou surpresa, com a boca aberta. Era um homem extraordinariamente bem apessoado, e levava o disfarce mais autêntico que jamais tinha visto. Tinha um pequeno colar ao redor do pescoço e depois uma armadura até a cintura. Mas que armadura! Parecia feita de prata e tinha fileiras com desenhos de flores gravadas com incrustações de metal dourado. Desde a cintura até a metade da coxa levava uma espécie de calção em forma de balão. Nas pernas, muito musculosas levava meias que pareciam tecidos de prata. Tinha uma liga atada ao redor do joelho esquerdo. Calçava sapatos antigos com pequenos cortes.

— Bom, bruxa —lhe disse com tom de barítono — me invocaste, o que queres de mim?

— Bruxa? —Respondeu, soluçando.

Tirou um lenço das calças e a alcançou. Dougless limpou o nariz ruidosamente.

— Você contatou meus inimigos? Voltaram a confabular contra mim? Não lhes atinge com minha cabeça? Se ponha de pé, senhora, e explique.

Esplêndido, mais fora de seu eixo, pensou ela.

— Escute, não sei do que você está falando - se pôs de pé —Agora se me desculpa...Não disse mais nada, pois ele tirou uma espada muito longa e pôs a ponta afiada na garganta.

— Anula seu feitiço, bruxa. Quero voltar!

Era muito para Dougless. Primeiro Robert e sua filha mentirosa, e depois, este Hamlet louco. Começou a chorar outra vez e se apoiou contra a fria parede de pedra.

— Maldição!— Murmurou o homem, e depois a levantou e a levou a um banco da igreja.Parecia que não podia deixar de chorar.

— Este foi o pior dia de minha vida —se lamentou. O homem a observava com o cenho franzido, como alguém saído de um filme de Bette Davis — Desculpe. Geralmente não choro tanto, mas ser abandonada pelo homem que amo e atacada pela ponta de uma espada, tudo no mesmo dia, supera-me — Olhou o lenço. Era muito grande e tinha uma intrincada ponta de seda na borda — Que bonito.

— Não há tempo para frivolidades. Minha alma está em perigo e também a sua. Vou repetir: Anula o feitiço.Dougless estava se recuperando.

— Não sei o que você está falando. Estava só chorando calmamente, e você, com esse absurdo traje, veio aqui e começou a gritar. Tenho muitos desejos de chamar à polícia ou ao que tenham no campo na Inglaterra. É legal que leve uma espada como essa?

— Legal? —Replicou o homem. Olhou o braço - O que levas no braço é um relógio? E que tipo de vestido é esse?

— Claro que é um relógio. E estas são minhas roupas para viajar a Inglaterra. Conservadoras. Nem vaqueiros nem camisetas. Uma bonita blusa e uma bonita saia. O tipo de roupa de Miss Marple.

Observava-a com o cenho franzido.

— Fala de maneira estranha. Que tipo de bruxa é você?

Dougless agitou a mão com desespero, depois se pôs de pé. Ele era bem mais alto do que ela. Tinha o cabelo negro encaracolado que lhe chegava até o pequeno colarinho que usava, bigode negro e barba curta, ponte aguda e bem arrumada.

— Não sou uma bruxa e não faço parte de seu drama isabelino. Vou embora, e trata de fazer algo divertido com sua espada, grita até romper os vitrais. Aqui está o seu lenço. Lamento que esteja tão molhado e lhe agradeço o empréstimo. Adeus, e espero que sua obra obtenha boas criticas - se voltou e saiu da igreja.— Pelo menos já não me acontecerá nada mais horrível —murmurou enquanto se afastava.

Amar e ser amada...


— Se eu ficasse —lhe comentou uma tarde —construiria casas.

Dougless demorou em compreender que se referia a desenhá-las.Pensou na beleza de Thornwyck e compreendeu que tinha talento. Um monte de palavras chegou a sua boca antes de poder contê-las:

— Poderia fazer uma faculdade de arquitetura. Terias muito que aprender sobre os modernos materiais de construção, mas eu poderia ajudar. Poderia ensinar a ler melhor a escritura moderna e meu tio J. T. poderia conseguir um passaporte. É rei de Lanconia; diríamos que és de Lanconia e poderia levá-lo a América, e meu pai poderia ajudar a ingressar numa faculdade, e no verão poderíamos ir a minha cidade natal de Warbrooke, na costa de Maine, é um lugar lindo e poderíamos ir navegar, e...

Ele se afastou:

— Tenho que voltar.

Sim, regressar, pensou. Voltar com sua esposa, a mulher que tanto ama. Como podia se importar tanto e ele não sentir nada por ela? Os outros homens de sua vida tinham desejado um pouco dela. Robert a queria para que o adorasse. Uns tinham saído com ela pelo dinheiro de sua família. Outros porque era muito incrédula. Mas Nicholas era diferente. Não tratava de obter nada dela.Tinha ocasiões em que, quando o olhava, sentia tanto júbilo que desejava saltar sobre ele na biblioteca, num pub ou na rua.

Mas cada vez que se aproximava muito, Nicholas retrocedia. Ao que parece, estava interessado em provar, cheirar, tocar tudo, menos a ela.Tratou de interessá-lo. Vou seduzí-lo! Com seu cartão de crédito comprou uma camisola de seda vermelha de duzentas libras garantida para deixar louco um homem. Quando saiu do banho com ela posta, Nicholas mal a olhou. Tinha comprado um pequeno frasco de perfume chamado Tigress, de setenta e cinco libras. Inclinou-se sobre Nicholas, de maneira que lhe ficasse o peito descoberto, e lhe perguntou se lhe agradava o aroma. Mal sussurrou uma resposta.

Pôs os jeans para molhar em água quente, na banheira, para encolhê-lo, e quando estiver seco, irá ficar tão justo que terá que se encolher no zíper e se encostar na parede para fechá-lo. Levou-os com uma blusa de seda vermelha sem sutiã.

Nicholas não a olhou.

Teria pensado que era homossexual se não tivesse olhado a cada mulher que passava.Dougless comprou um par de meia preta, sapatos pretos de salto alto e uma saia negra muito curta, e pôs com a blusa de seda vermelha, Sentiu-se ridícula andando de bicicleta com saltos altos, mas o fez. Andou adiante de Nicholas durante quatro milhas, mas nem sequer a olhou. Os motoristas se metiam nas janelas dos carros para olhá-la, mas Nicholas não prestou atenção. O vídeo que alugou era Corpo Quente.

No quarto dia estava desesperada, e com a ajuda da caseira, preparou uma elaborada cena para levar Nicholas à cama, a caseira disse a Nicholas que precisava de seu quarto, portanto Dougless fez reservas num precioso hotel de campo. Explicou a Nicholas que a única habitação que tinha conseguido era uma cama grande com quatro colunas, mas que em breve arrumariam outro. Ele a olhou estranhando e se afastou.

Dougless estava no banho do hotel à trinta minutos. Sentia-se tão nervosa como uma noiva virgem em sua noite de casamento. Com as mãos trêmulas, banhou-se com perfume. Quando por fim estava pronta, arrumou os cabelos e saiu do banheiro. A habitação estava escura, mas podia ver o contorno da cama... a cama que ia compartilhar com Nicholas.Lentamente, caminhou para ela. Via uma forma longa embaixo da colcha. Estendeu a mão para tocá-la.

— Nicholas —sussurrou.Mas sua mão não o tocou, eram... travesseiros! Acendeu a luz e viu que Nicholas tinha construído uma barricada de travesseiros entre os dois. Estendia-se da cabeceira até os pés da cama. Ele se encontrava no extremo mais afastado, dando-lhe as costas, e esta era outra barricada. Mordendo os lábios para não chorar, se meteu na cama: e ficou na borda, sem tocar os odiosos travesseiros. Não apagou a luz, porque de repente ficou sem forças. As lágrimas começaram a rolar por suas bochechas.

— Por quê? — Murmurou — Por quê?

— Dougless —lhe disse Nicholas com suavidade, voltando-se, mas sem passar sobre os travesseiros para tocá-la.

— Por que sou tão pouco desejável? —Perguntou-lhe, e se odiou por fazê-lo, mas já não tinha mais orgulho — Vejo que você olha para outras mulheres que não são tão bonitas como eu, mas a mim nunca me olhas. Colocou suas mãos sobre Arabella e às vezes me beija, mas nada mais. Fez amor com muitas mulheres, mas a mim me recusas. Por quê? Sou muito baixa? Muito gorda? Odeias às ruivas?

Quando Nicholas falou, Dougless soube que as palavras proviam do mais profundo de seu ser.

— Nunca desejei tanto uma mulher como a você. Dói-me o corpo de te desejar, mas tenho que ir embora. Não posso voltar e saber que te deixei sofrendo. Quando te vi pela primeira vez, estavas chorando tanto que te escutei a quatrocentos anos de distância. Não posso deixar-te sofrendo outra vez

Desejo um lindo dia a todos!!!

 

22 de agosto de 2011

Não seja timido, seja feliz do seu jeito..

Você sabia:
Que tem muitas pessoas que precisa estar sempre no "centro das atenções" e que isso pode ser um sinal de insegurança até maior do que de uma pessoa tímida.

 Pois a timidez é um padrão de comportamento em que o indivíduo não interage ativamente de forma verbal ou não verbal, expressando poucos os seus pensamentos e sentimentos. Vamos classifica a timidez em dois tipos: a primeira é a situacional, que ocorre em ocasiões específicas. Já a outra é crônica e se manifesta em todas as formas de convívio social.
Esse comportamento faz parte da vida de muitas pessoas e, às vezes, é mal interpretado e considerado um sinal de antipatia. No entanto, "Bernardo Carducci, especialista em timidez da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, conta que é preciso procurar entender essas pessoas, em vez de tentar mudá-las". Não há nada de errado em ser tímido. O problema com a timidez é não entendê-la e deixá-la te controlar, em vez de você controlá-la, aconselha. Ao saber conviver bem com isso, é possível até mesmo usufruir de vantagens.
 Saiba quais são elas:

1- A timidez evita que as pessoas dominem as conversas
É comum as pessoas quererem falar e não se interessarem pelo que o outro tem a dizer. Um tímido, pelo contrário, pode ser um excelente ouvinte. "Demonstrar um interesse pelo outro, dar lugar para que o outro se coloque, são algumas das qualidades de uma pessoa mais tímida", ressalta a psicóloga Anna Hirsch Burg, do Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas. Ela afirma que, quando a pessoa sempre tem que falar e ocupar o "centro do palco", pode ser sinal de grande insegurança - e até maior que a de alguém tímido.

2- Preserva a sua vida pessoal e a sua imagem
O tímido, por não expor muito seus pensamentos e sentimentos e apresentar certo "acanhamento" - incômodo ou inibição nos relacionamentos interpessoais -, preserva a sua imagem e não se expõe demais perante os outros nas situações cotidianas. De acordo com a coordenadora do setor de gerenciamento de estresse e qualidade de vida da Unifesp, Denise Diniz, um dos aspectos positivos desse tipo de atitude é a defesa. A pessoa acaba tendo uma atitude de cautela, buscando a atitude adequada para a situação. O tímido preserva a sua vida pessoal, apresenta um baixo volume de voz e costuma ser uma pessoa mais comedida.

3- As pessoas se aproximam de tímidos com interesse genuíno
Alguns tímidos transmitem paz e tranqüilidade. A psicanalista Anna Burg enfatiza que, muitas vezes, pessoas caladas e tímidas são vistas como alguém que não fala porque está escondendo o "ouro", ou seja, alguém muito sábio, que pensa para falar e tem respostas geniais para os problemas. Dessa forma, as pessoas tímidas podem ser requisitadas de maneira genuína para se tornarem amigas. Por serem mais discretas, costumam guardar melhor os segredos dos outros e esta é uma qualidade que aumenta a confiança, imprescindível em qualquer amizade

4- São mais cautelosos na hora de se relacionar
A timidez pode servir como o comportamento de adaptação a novos relacionamentos. "Para o começo de relações amorosas ou de amizade, essa cautela do tímido pode ser muito benéfica", adverte a psicóloga Denise. Passada a inibição, cautela e, até mesmo, o medo inicial, o tímido consegue conviver bem com a outra pessoa e só aprofunda a relação quando sabe que o outro também é de confiança e merece respeito e amizade. Dessa forma, eles se decepcionam menos com as suas relações e só investem o seu tempo e o seu carinho em pessoas que fazem por merecer.

5- A timidez evita ofensas desnecessárias
Por não falar tudo o que pensa e ser comedido com as palavras, o tímido evita fazer comentários desnecessários, e assim, não ofende as outras pessoas com "excesso de sinceridade" e de palavras. De acordo com os especialistas entrevistados, vivemos em uma sociedade que exige que as pessoas sejam lindas, inteligentes e extrovertidas. Por conta disso, a timidez pode ser até vista como ruim para os outros, mas não é necessariamente um mal para o tímido. Se esse tipo de comportamento é só mais um fator da sua personalidade e você convivem bem com ele, não há razões para mudar a sua essência. Só é preciso preservar a sua auto-estema e valorizar-se do jeito que você é.

Uma ótima segunda feira!