17 de outubro de 2011

O CORREDOR GELADO.

Ao passar pelo correndo as 16h00minh lá estava aquele vovô sorridente com seu filho contado sua história da época boa de moleque. Seu palco da vida tinha exatamente 59 anos. De muita luta levando e buscando o seu filho na escola, dirigindo sua velha picape azul em direção ao seu velho trabalho de carpinteiro esse que garantia o sustento de sua família.
Estamos falando de um vovô diabético que durante sua vida toda teve medo de médico essa mania boba que os pais têm de usar algo como referência para conter os seus filhos danados (“se não calar a boca vou leva ao médico”, se não come tudo vou da injeção coisas desse tipo) muitas vezes eles estão traumatizados seus próprios filhos e nem se dão conta disso, as crianças muito pequena fica apavorados em ver alguém que trabalha na ária de saúde usando jaleco branco (acham que são uns bicho papão.) não só as crianças pequenas mais os grandinhos também.

E assim eles crescem com essa resistência que não precisa sabe como andar a saúde e quando chegar a procurar um atendimento já não tem muito que fazer.

Foi exatamente isso que aconteceu com o nosso vovô sorridente que passou exatamente 55 anos de sua vida sem sabe o que era o sistema único de saúde.

E por incrível que pareça o povo tem uma falta de zelo com sua própria saúde isso é de espantar.

E essa falta de zelo que levou o nosso vovô sorridente, fazer primeiro uma Fasciotomia no pé esquerdo, imagine um buraco negro só que isso no pé de alguém. Depois a amputação das suas duas pernas.

- Ele se encontrava deitado na marca se despediu dos seus membros inferiores sabia que já estava chegando a hora de nunca mais pode ver suas pernas novamente.

Que só teria daqui por diante seus impulsos elétrico, esse que ia imagina que seus membros inferiores ainda estariam ali, só que restariam era suas velhas lembranças.

O rosto sorridente daquele vovô jamais seria o mesmo.

E ele jamais poderia imagina que em questão de horas seus membros inferiores estariam nas mãos. Daquela garota sorridente que cruzou com ele no correndo gelado e ainda por sinal parecia muito com sua filha já falecida.

Aquela sensação de impotência tomou conta de todo seu ser, mesmo sabendo que era Super natural e Preciso.

- Mais ela teve uma reação totalmente contra aos seus princípios éticos. E por algum minuto questionou será que não tinha outra maneira a não ser amputação?

Uma revolta de não poder fazer nada e ao mesmo tempo sua mão sendo o único afastado que separava a carne e o nervo, para aquela amputação na supra patelar direita de um ser que ela nunca viu na vida, a não ser naquele breve momento no corredor gelado.

Aquele cheiro que exalava do bisturi elétrico invadia toda sala cirúrgica e o seu nariz já sentia o cheiro de carne queimando, (é exatamente esse cheiro que tem o bisturi elétrico sobre a pele de alguém.)

Cada minuto que passava o osso ficava mais exposto e o sangue não parava, a carne roxa daquelas pernas exalava cada vez mais um cheiro insuportável.

Sabia que já tava chegando ao fim e parecia que era uma eternidade aquela amputação não foi à melhor coisa que tinha acontecido no dia e sim uma impotência. Tomou conta do seu ser.

É como se aquilo tivesse acontecendo com a própria pessoa, é muito estranho senti essa sensação. De não ter poder para mudar um resultado. Ou fazer um novo começo.

A única coisa que tinha que fazer naquela situação e dar o seu melhor para aquele estranho vovô sorridente.

Sua história de vida ninguém sabe a não ser que ele é um avô babão que ama muito o seu único neto, e como esporte adorava leva o pequeno ao parque no domingo. Para dançar capoeira.

Deu inicio a síntese. E cada ponto era o fim de uma história de vida. De um ser humano que durante 59 anos caminhou com suas próprias pernas e que de uma hora para outra teria que se habitua a nova vida aprende a viver novas experiência e amar a sua nova companheira a cadeira de roda essa que pelo visto ele tinha tanto pavor desde criança e por ironia do destino estava marcada na sua vida.

Mais por amor ao seu único neto ele teria por obrigação arrumar uma nova maneira para voltar a dançar capoeira no parque aos domingos com o seu netinho!....

E isso me fez lembra com saudade da minha avó como ela adorava sair de mãos dadas com os netos sem destino para a praia fazia cada barquinho de papel e dizia que cada um de nos era um oceano, Eu ela dizia que era a capivara que adorava correr em direção ao mar meu imaginário infantil sempre ganhava vários oceano e uma aportar bem distante, era de lá que eu poderia observa os braços pra trás da minha avó e seu sorriso aperreado. Com uma quase cigana querendo ler a minha mão. Em questão de segundo lá estava a minha querida avó em uma carreira só, ao meu lado querendo me protege daquela cigana.

E uma doce forma de lembra dos anos que se foram e ao mesmo tempo um jeito afetuoso de falar de quem amamos de quem sempre cuido de outras pessoas de como cada membro do nosso corpo faz falta não importa qual seja sua posição social todos nos somos seres humanos da mesma carne e do mesmo pó. E temos como obrigação cuida do nosso corpo, não é legal deixa o tempo correr sem fazer uma avaliação para saber como andar o estado de sua saúde

Como dizia a minha querida avó Alvina: Cuido muito bem das minhas duas propriedades que são o meu corpo e minha alma.

É um dever de todos aprende a respeita as diferenças de cada um.

Pois bem: Eu cuido, trato e defendo o Amor Livre, pois o contrário seria defender o amor preso. Afinal, sou bisneta da rebeldia..., neta da emoção, filha da loucura, irmã dos desejos, prima do prazer, amiga da liberdade, e amante de todos os meus amores. No céu da minha boca não há fogos de artifício: Só lindas estrelas.

Uma ótima tarde..

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