27 de agosto de 2011

Você já teve um grande amor selvagem?

Olá lindinhos!! Hoje temos uma Linda história!


Uma das melhores da autora Anne Mather com toda a certeza. É uma dramática história de amor, vingança e paixão!Hum amigo  meu achou que eu não ia conseguir terminar  de ler esse livro
nunca.
Fiquei aqui pensando, Será que toda Paixão é Selvagem??

Que sempre leva para um destino cruel. Que força é essa que faz a pessoa escolher entre a realização de seus desejos ou a renúncia de um homem que poderia amar. Até que ponto a Paixão é Selvagem? Mesmo ela sabendo que ele havia despertado a paixão em seu corpo de adolescente destruindo-lhe todas as reservas e subjugá-la definitivamente. Como não quere se entregar por inteiro ao homem sedutor e, provocante, imoral.

Aqui está o trecho do livro:

O Acidente

O carro estava frio, mas o motor pegou sem problemas. O trânsito se tornara bem menos agitado, pois àquela hora eram poucos os pedestres que corriam o risco de ser atropelados e a escuridão densa obrigava os motoristas a dirigirem com mais cuidado.

O bar não ficava longe do Gloucester Court Hotel. Em questão de minutos, Jake estacionava novamente o carro e dava a volta para ajudar Lani a sair.

— Está arrependida? — Jake perguntou num sussurro, sentindo sua mão trêmula.

— Não, vamos logo. — Lani cruzou os braços sobre o peito, arrepiada de frio, enquanto esperava Jake fechar o carro. Entraram abraçados no hotel.

— Boa noite, sr. Pendragon! — disse o rapaz da recepção.

— Que noite horrível, hein? — Jake comentou, aparentemente nem um pouco embaraçado com o olhar curioso do funcionário.

Lani, por sua vez, sentia calafrios na boca do estômago, imaginando o que passava pela cabeça do rapaz. Talvez achasse que se tratava de uma acompanhante de luxo, vendo-a entrar no elevador com Jake.

— Pare de se preocupar tanto. — Jake a abraçou acariciando seus lábios úmidos com o polegar. — As pessoas entram e saem daqui o tempo todo. Sua reputação continuará intacta, pode acreditar.

Lani se apoiou nele, adorando o contato com aquele corpo viril.

— Você me ama?

— O que você acha? — Jake respondeu sem hesitar,

com um beijo.

Só mais tarde Lani se conscientizaria de que sua pergunta não tivera resposta. A suíte de Jake ficava no oitavo andar e ela saiu do elevador com a fisionomia mais reveladora do que imaginava.

— Não devia ficar com essa cara — comentou Jake, enquanto tirava as chaves do bolso. — Pelo menos não antes de fazermos amor.

— Não foi o que fizemos a tarde toda? Jake tomou os lábios de Lani outra vez.

— Não fizemos amor. Se tivéssemos feito, não teria tanta dificuldade em abrir esta maldita porta!

Quando finalmente conseguiu abrir a porta, encontraram o quarto parcialmente iluminado. O carpete em tom creme, com cortinas combinando, os sofás estofados em tecido aveludado lilás e um piano imponente junto à janela formavam o ambiente gracioso da sala. Entretanto, o deslumbramento de Lani foi substituído pelo choque ao ver um par de sandálias de salto alto jogadas com displicência no meio da sala. — Que diabo. . .

A perplexidade de Jake refletia a de Lani. Ninguém precisava lhes dizer a quem pertenciam aquelas sandálias, nem quem fazia barulho no compartimento anexo, que parecia ser o banheiro. Lani sabia que sua mãe estava lá. Só podia ser. 0 sangue pareceu congelar-lhe nas veias diante de tanta humilhação.

Mesmo assim, não estava preparada para o que aconteceu a seguir. Clare apareceu na porta vestindo nada mais que uma camisola de seda, com uma fenda que revelava suas pernas.

— Querido. . . Querido, que consideração a sua trazer Lani para me ver!

Antes que Lani pudesse responder ou até mesmo compreender aquela situação, Jake interveio, num tom

ríspido:

— O que está fazendo aqui, Clare? Que brincadeira de mau gosto está tramando agora? Não tem nada a fazer aqui, sabe disso. Não é bem-vinda aqui. Agora vai se vestir ou prefere ser expulsa daqui assim mesmo?

— Que cena maravilhosa seria, não? — gritou Clare com voz estridente. Lani, que já presenciara várias cenas parecidas com o pai, não suportaria outra.

— Se. . . se me derem licença... — começou a dizer, quando Jake a segurou pelo braço e mais uma vez teve de ser testemunha de uma coisa que considerava

ultrajante.

— Você não vai a lugar nenhum, Lani. Pelo amor de Deus, não tire conclusões precipitadas. Não é nada do que você está pensando.

— Não é? Não é? — Clare estava histérica. — Como acha que ela se sente ao ver a mãe sendo tratada desse jeito? Pensa que ela não tem vergonha? Não tem sentimentos? Ouça bem o que ele está dizendo, Lani, ouça! Q que acha de seu futuro padrasto agora?

— Não sou futuro padrasto de ninguém — Jake protestou com veemência. — Pelo amor de Deus, Clare, recomponha-se. Não sei o que pensa estar fazendo ou por que está aqui, mas...

— Pensei que era óbvio! — Clare tremia visivelmente.

— Vim para ver você, Jake. Para ficarmos juntos! Será possível que já esqueceu o que significamos um para o

outro?

— Clare...

— Mamãe, por favor. . .

Os dois falaram ao mesmo tempo, a raiva de Jake mis-turando-se à súplica de Lani. Mas foi para a filha que Clare se virou, com suspeita no olhar.

— Onde estiveram? O que andaram fazendo? Ora, não se dê ao trabalho de mentir para mim. Não é difícil adivinhar o que está acontecendo. Você é uma pequena víbora, Lani! Por acaso fez isso de propósito? Sei que sempre teve ciúmes de mim.

— Não é verdade! — Lani foi categórica e Jake soltou o braço dela para aproximar-se da outra.

— Pare com isso, Clare! Sabe tão bem quanto eu que não existe nada entre nós!

— Não? O que você quer dizer é que não existe exclusividade entre nós, não é? Se um dos dois sentir vontade de... variar a companhia, é só sair por aí e procurar outra pessoa, não é assim?

— Clare, por favor, vá embora. Vista-se enquanto mando chamar um táxi para você.

— Puxa, quanta gentileza! E vai me levar para casa também?

— Não. — A resposta de Jake não dava margem a dúvidas, mas, em um movimento rápido, Clare se pendurou ao pescoço dele com sensualidade calculada.

— Não?

Lani se virou para não ver aquela provocação patente.

— Vá se vestir, Clare — Jake falou com os dentes cerrados. Lani, de costas, não viu o que aconteceu, mas Clare provavelmente enfiou a mão no bolso dele, tirando as chaves do Porsche.

— Então, vou dirigindo até minha casa — anunciou Clare com ar de triunfo. — Quem sabe se não encontro alguém mais do meu gosto? — E, antes que ele pudesse impedir, ela saiu sem vacilar.

— Clare!

Lani tentou segurar a mãe, mas ela foi mais rápida e escapou, deixando a filha e Jake olhando perplexos um para o outro.

— Você tem de ir atrás dela — Lani pediu, desesperada. — Ela não pode sair daquele jeito na rua. Vai congelar de frio.

— E acha que ela não sabe disso? — Jake respondeu com agressividade, mas saiu pelo corredor balançando resignadamente a cabeça.

Lani foi atrás, embora não quisesse. Tinha a leve suspeita de que Clare não iria até o fim com aquela loucura. Era apenas mais um de seus habituais melodramas, um dos papéis que mais gostava de representar na vida real, numa tática para chamar a atenção de Jake e destruir tudo o que pudesse existir entre ele e Lani. Mas o que ela estaria fazendo no hotel? Segundo Jake, Clare não tinha nada que fazer ali. Um deles estava mentindo. . . Quem?

Quando Lani chegou ao elevador, as portas se fechavam e teve de correr para entrar. Clare já tinha descido. As feições de Jake não eram nada animadoras enquanto desciam e mal dava para acreditar que instantes antes tinham subido tão felizes por aquele mesmo elevador.

— Agora é uma questão de em quem acreditar, não é? — Jake não tentou tocar nela e Lani estremeceu quando as portas se abriram.

Não havia sinal de Clare na portaria do hotel e Lani imaginou como a mãe poderia ter passado por ali sem ser reconhecida. Mas talvez tivesse sido. A camisola que vestia poderia ser facilmente confundida com um vestido de gala extravagante. Afinal, estrelas de ópera eram famosas pela excentricidade. E quem se atreveria a parar Clare Austin a todo vapor?

Lani apressou o passo para alcançar Jake. A névoa era tão densa que mal dava para distinguir os carros estacionados do outro lado da rua. Mas a camisola de Clare era bem visível e Lani desanimou ao vê-la entrar no Porsche. — Ela é louca!

Jake correu para o meio da rua. Clare já dava a partida. Lani colocou as mãos no rosto, horrorizada, ao ver a mãe engatar a marcha, mas seu grito de alerta veio tarde demais. Jake parecia não acreditar que ela tivesse coragem de atropelá-lo, mas estava enganado. Assim que percebeu a intenção da mãe, Lani correu para o lado de Jake, num impulso desesperado de protegê-lo. Então só se ouviu o rumor surdo do impacto do carro contra seus corpos.
Uma linda tarde!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seja bem vindo ao meu cantinho.Regras para comentários
1. Comentários postados sem nome não serão mostrados.

2. Comentários com perfis sem acesso ao público também não serão mostrados.

3. Comentários ofensivos não serão mostrados. Ninguém é obrigado a permitir falta de educação.

4. Se você sofre de analfabetismo funcional, então nem leia os textos, pois com certeza não vai entender o que está escrito e seus comentários não serão de acordo com o assunto.

5. Resumindo: se quiser debater e discordar de mim, esteja à vontade. Mas peço gentilmente que seja um debate civilizado. E se você não tem coragem de mostrar quem é, melhor ficar no anonimato e procurar outro blog.

6. A sua liberdade termina onde começa a minha, certo? Se não, qualquer um faria o que desse na cabeça. Assim como cada um deve respeitar o dono da casa ou a soberania de um país, aqui você deve agir da mesma forma.! Ok
OBS: Se seu comentário não foi publicado é porque você não conseguiu adoça o meu cantinho. Não alimente a derrota continue tentando.