23 de agosto de 2011

Vamos viajar no tempo do romance.

Bom dia meus amores, hoje vamos viajar no tempo do romance, pois bem sua amiga aqui se encontra em casa desfrutando de uma deliciosa chuva. Hoje resolver posta Dois trechos do livro: a knight in shining armor: esse romance fala muito comigo, Pense em alguém que sempre tentou ser a melhor, mas de alguma maneira ela sempre acaba vítima de piadas. Mesmo partindo de férias e achando a viagem uma verdadeira decepção, sentindo se abandonada por seu amante a única solução que ela encontrou foi chora em uma velha igreja, pensando e agora preciso de um cavalheiro de armadura brilhante para salvar-me esse e o meu desejo encontrar um grande amor..


Só que ela nunca imaginou que um amor mais poderoso do que o seu tempo o aguardava-a um cavalheiro do século XVI, apareceu. Desenhado a ela por um vínculo de forma súbita e atraente que desafiou a razão.

Ela sabia que o cavalheiro foi nada menos que um milagre: um homem que não desejava mudá-la em nada, que encontrou a perfeição ao seu lado. Mas ela não podia saber como eram fortes as correntes que lhes amarraram ao passado ou a grande aventura que estabeleceram antes deles.

Esse romance é um conto inesquecível de um caso de amor mais milagroso - de uma paixão, inteligência, e verdadeiro amor entre uma mulher completamente moderna e de um homem que viveu quatrocentos anos antes dela!

Espero que gostem...

O Encontro...

Sentia-se uma fracassada, total e absolutamente fracassada. Parecia que tudo o que tocava em sua vida fracassava. Seu pai a tinha tirado de diversos apuros. O ‘moço’ pelo qual se apaixonou quando tinha 16 anos tinha vinte e cinco e estava fichado pela polícia. Romperam quando o detiveram por um grande roubo. O pastor pelo qual se apaixonou aos 20 utilizava os fundos da igreja para jogar dados em Las Vegas. A lista dava a impressão de ser interminável. Robert parecia tão diferente, tão respeitável, mas não tinha sido capaz de conservá-lo.

— O que acontece comigo? —Gritou.

Através de suas lágrimas olhou a cara do homem da tumba. Na idade média os casais se arrumavam. Quando tinha vinte e dois anos e tinha encontrado o seu último amor, um corretor de bolsa, este foi detido por utilizar informação reservada em seus negócios; então correu ao colo de seu pai e lhe pediu que lhe escolhesse um homem.Adam Montgomery riu.

— Teu problema, querida, é que amas homens que te precisam muito. Deves encontrar um homem que não te precise, um que só te deseje.

Ela se queixou:

— Certamente, um cavalheiro de armadura brilhante que desça de seu cavalo branco e me deseje tanto que me leve a seu castelo e vivamos felizes para sempre.

— Algo parecido. Dougless, a armadura está bem, mas se leva jaqueta de couro negra e em cima de uma moto, ou se recebe misteriosos telefonemas telefônicos pela noite, se afasta, de acordo?

Chorava com mais força, quando recordava os tempos em que teve que recorrer a sua família para que a ajudasse. Agora deveria pedir-lhe ajuda mais uma vez, uma vez mais teria que admitir que tinha se comportado como uma tonta com um homem inapropriado.

— Ajude-me —murmurou, pondo a mão sobre a mão de mármore da escultura —Ajude-me a encontrar meu cavalheiro de armadura brilhante. Ajude-me a encontrar um homem que me deseje.Sentou-se sobre os calcanhares, com as mãos no rosto, e começou a chorar mais forte.Depois de um bom momento, deu-se conta de que alguém se encontrava próximo dela. Girou a cabeça e o metal brilhante a cegou de tal maneira que caiu sentada sobre o solo de pedra. Levantou a mão para proteger os olhos.

Um homem se encontrava de pé frente a ela. Um homem que parecia levar uma... armadura. Permaneceu quieto, olhando-a com ira. Ela o observou surpresa, com a boca aberta. Era um homem extraordinariamente bem apessoado, e levava o disfarce mais autêntico que jamais tinha visto. Tinha um pequeno colar ao redor do pescoço e depois uma armadura até a cintura. Mas que armadura! Parecia feita de prata e tinha fileiras com desenhos de flores gravadas com incrustações de metal dourado. Desde a cintura até a metade da coxa levava uma espécie de calção em forma de balão. Nas pernas, muito musculosas levava meias que pareciam tecidos de prata. Tinha uma liga atada ao redor do joelho esquerdo. Calçava sapatos antigos com pequenos cortes.

— Bom, bruxa —lhe disse com tom de barítono — me invocaste, o que queres de mim?

— Bruxa? —Respondeu, soluçando.

Tirou um lenço das calças e a alcançou. Dougless limpou o nariz ruidosamente.

— Você contatou meus inimigos? Voltaram a confabular contra mim? Não lhes atinge com minha cabeça? Se ponha de pé, senhora, e explique.

Esplêndido, mais fora de seu eixo, pensou ela.

— Escute, não sei do que você está falando - se pôs de pé —Agora se me desculpa...Não disse mais nada, pois ele tirou uma espada muito longa e pôs a ponta afiada na garganta.

— Anula seu feitiço, bruxa. Quero voltar!

Era muito para Dougless. Primeiro Robert e sua filha mentirosa, e depois, este Hamlet louco. Começou a chorar outra vez e se apoiou contra a fria parede de pedra.

— Maldição!— Murmurou o homem, e depois a levantou e a levou a um banco da igreja.Parecia que não podia deixar de chorar.

— Este foi o pior dia de minha vida —se lamentou. O homem a observava com o cenho franzido, como alguém saído de um filme de Bette Davis — Desculpe. Geralmente não choro tanto, mas ser abandonada pelo homem que amo e atacada pela ponta de uma espada, tudo no mesmo dia, supera-me — Olhou o lenço. Era muito grande e tinha uma intrincada ponta de seda na borda — Que bonito.

— Não há tempo para frivolidades. Minha alma está em perigo e também a sua. Vou repetir: Anula o feitiço.Dougless estava se recuperando.

— Não sei o que você está falando. Estava só chorando calmamente, e você, com esse absurdo traje, veio aqui e começou a gritar. Tenho muitos desejos de chamar à polícia ou ao que tenham no campo na Inglaterra. É legal que leve uma espada como essa?

— Legal? —Replicou o homem. Olhou o braço - O que levas no braço é um relógio? E que tipo de vestido é esse?

— Claro que é um relógio. E estas são minhas roupas para viajar a Inglaterra. Conservadoras. Nem vaqueiros nem camisetas. Uma bonita blusa e uma bonita saia. O tipo de roupa de Miss Marple.

Observava-a com o cenho franzido.

— Fala de maneira estranha. Que tipo de bruxa é você?

Dougless agitou a mão com desespero, depois se pôs de pé. Ele era bem mais alto do que ela. Tinha o cabelo negro encaracolado que lhe chegava até o pequeno colarinho que usava, bigode negro e barba curta, ponte aguda e bem arrumada.

— Não sou uma bruxa e não faço parte de seu drama isabelino. Vou embora, e trata de fazer algo divertido com sua espada, grita até romper os vitrais. Aqui está o seu lenço. Lamento que esteja tão molhado e lhe agradeço o empréstimo. Adeus, e espero que sua obra obtenha boas criticas - se voltou e saiu da igreja.— Pelo menos já não me acontecerá nada mais horrível —murmurou enquanto se afastava.

Amar e ser amada...


— Se eu ficasse —lhe comentou uma tarde —construiria casas.

Dougless demorou em compreender que se referia a desenhá-las.Pensou na beleza de Thornwyck e compreendeu que tinha talento. Um monte de palavras chegou a sua boca antes de poder contê-las:

— Poderia fazer uma faculdade de arquitetura. Terias muito que aprender sobre os modernos materiais de construção, mas eu poderia ajudar. Poderia ensinar a ler melhor a escritura moderna e meu tio J. T. poderia conseguir um passaporte. É rei de Lanconia; diríamos que és de Lanconia e poderia levá-lo a América, e meu pai poderia ajudar a ingressar numa faculdade, e no verão poderíamos ir a minha cidade natal de Warbrooke, na costa de Maine, é um lugar lindo e poderíamos ir navegar, e...

Ele se afastou:

— Tenho que voltar.

Sim, regressar, pensou. Voltar com sua esposa, a mulher que tanto ama. Como podia se importar tanto e ele não sentir nada por ela? Os outros homens de sua vida tinham desejado um pouco dela. Robert a queria para que o adorasse. Uns tinham saído com ela pelo dinheiro de sua família. Outros porque era muito incrédula. Mas Nicholas era diferente. Não tratava de obter nada dela.Tinha ocasiões em que, quando o olhava, sentia tanto júbilo que desejava saltar sobre ele na biblioteca, num pub ou na rua.

Mas cada vez que se aproximava muito, Nicholas retrocedia. Ao que parece, estava interessado em provar, cheirar, tocar tudo, menos a ela.Tratou de interessá-lo. Vou seduzí-lo! Com seu cartão de crédito comprou uma camisola de seda vermelha de duzentas libras garantida para deixar louco um homem. Quando saiu do banho com ela posta, Nicholas mal a olhou. Tinha comprado um pequeno frasco de perfume chamado Tigress, de setenta e cinco libras. Inclinou-se sobre Nicholas, de maneira que lhe ficasse o peito descoberto, e lhe perguntou se lhe agradava o aroma. Mal sussurrou uma resposta.

Pôs os jeans para molhar em água quente, na banheira, para encolhê-lo, e quando estiver seco, irá ficar tão justo que terá que se encolher no zíper e se encostar na parede para fechá-lo. Levou-os com uma blusa de seda vermelha sem sutiã.

Nicholas não a olhou.

Teria pensado que era homossexual se não tivesse olhado a cada mulher que passava.Dougless comprou um par de meia preta, sapatos pretos de salto alto e uma saia negra muito curta, e pôs com a blusa de seda vermelha, Sentiu-se ridícula andando de bicicleta com saltos altos, mas o fez. Andou adiante de Nicholas durante quatro milhas, mas nem sequer a olhou. Os motoristas se metiam nas janelas dos carros para olhá-la, mas Nicholas não prestou atenção. O vídeo que alugou era Corpo Quente.

No quarto dia estava desesperada, e com a ajuda da caseira, preparou uma elaborada cena para levar Nicholas à cama, a caseira disse a Nicholas que precisava de seu quarto, portanto Dougless fez reservas num precioso hotel de campo. Explicou a Nicholas que a única habitação que tinha conseguido era uma cama grande com quatro colunas, mas que em breve arrumariam outro. Ele a olhou estranhando e se afastou.

Dougless estava no banho do hotel à trinta minutos. Sentia-se tão nervosa como uma noiva virgem em sua noite de casamento. Com as mãos trêmulas, banhou-se com perfume. Quando por fim estava pronta, arrumou os cabelos e saiu do banheiro. A habitação estava escura, mas podia ver o contorno da cama... a cama que ia compartilhar com Nicholas.Lentamente, caminhou para ela. Via uma forma longa embaixo da colcha. Estendeu a mão para tocá-la.

— Nicholas —sussurrou.Mas sua mão não o tocou, eram... travesseiros! Acendeu a luz e viu que Nicholas tinha construído uma barricada de travesseiros entre os dois. Estendia-se da cabeceira até os pés da cama. Ele se encontrava no extremo mais afastado, dando-lhe as costas, e esta era outra barricada. Mordendo os lábios para não chorar, se meteu na cama: e ficou na borda, sem tocar os odiosos travesseiros. Não apagou a luz, porque de repente ficou sem forças. As lágrimas começaram a rolar por suas bochechas.

— Por quê? — Murmurou — Por quê?

— Dougless —lhe disse Nicholas com suavidade, voltando-se, mas sem passar sobre os travesseiros para tocá-la.

— Por que sou tão pouco desejável? —Perguntou-lhe, e se odiou por fazê-lo, mas já não tinha mais orgulho — Vejo que você olha para outras mulheres que não são tão bonitas como eu, mas a mim nunca me olhas. Colocou suas mãos sobre Arabella e às vezes me beija, mas nada mais. Fez amor com muitas mulheres, mas a mim me recusas. Por quê? Sou muito baixa? Muito gorda? Odeias às ruivas?

Quando Nicholas falou, Dougless soube que as palavras proviam do mais profundo de seu ser.

— Nunca desejei tanto uma mulher como a você. Dói-me o corpo de te desejar, mas tenho que ir embora. Não posso voltar e saber que te deixei sofrendo. Quando te vi pela primeira vez, estavas chorando tanto que te escutei a quatrocentos anos de distância. Não posso deixar-te sofrendo outra vez

Desejo um lindo dia a todos!!!

 

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