17 de agosto de 2010

Com chuva, nem é bom sair de casa.


Hoje resolvi acorda as 05:00 da manhã para dar uma passeada na chuva.
Hum – friozinho, chuva fina e constante, soninho tão bom minha cama tão quentinha, porém como gosto tanto de caminhar na chuva e os últimos dias não tinham permitido isso de modo algum, tomei coragem e enfiei o pé no tênis essa invenção danada de boa pra caminhar, passei a mão no meu guarda-chuva e tranquei a porta atrás de mim. Todas as obrigações ficaram e eu fui.

Comecei a caminhada escolhendo ir de escada. Desci os exatos 70 degraus. E saí na chuvinha. Já na rua, comecei a pensar nas peculiaridades desse objeto: o guarda-chuva. O meu é fantástico porque é transparente. Eu que sou uma moça olhadeira preferi esse na hora da compra porque poderia olhar pro céu de quando em quando, ver nuvens, relâmpagos, raios. A própria chuva que pinga forte ou devagar, grossa ou fina sobre ele e você vê isso e vê também a água escorrer pelas bordas. Mas eu nem precisava de guarda-chuva transparente para ver outras coisas que vi pelo caminho.

O bacana de fazer coisas diferentes é que tem todo um olhar novo que você coloca sobre as coisas que normalmente vê. São outros pontos de vista em você mesmo. Porque nem sempre as coisas mudam, é você que pode mudá-las (ou não) colocando um olhar diferente naquela mesma direção.

Na volta, uma moradora de rua chama minha atenção como dever se a vida dessas pessoas que não tem um cantinho aquecido para se abriga ela com uma criança menos de dois anos no colo e grávida de outro com único acessório: um guarda-chuva branco já quebrado tentando não se molhar.

Eu já na rua de casa peguei a chuva de frente. Inclinei meu objeto transparente e vi aquela cena de um ser humano lutando pela vida sozinha no frio com uma criança no colo aquilo chover em mim sem me molhar. Vi os carros quando mudei de calçada e as pessoas que passaram por mim. Vi até o portão de casa por onde eu ia passar e logo tomar um cafezinho quente e degustar a aventura do passeio.
O que eu fiz como um ser nada.

Fiz como todo aquilo não era comigo não era minha obrigação
Mais será que não temos de a alguma forma obrigação com os próximo que precisa tanto de você?
Isso me fez refletir o que é ser um humano?

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